Mercado de locação de veículos no Brasil: panorama nacional e tendências para 2026

Atualizado em: 12 de janeiro de 2026             



Mercado de locação de veículos no Brasil: panorama nacional e tendências para 2026
Mercado de locação de veículos no Brasil: panorama nacional e tendências para 2026

O   levantamento recente de contratos de locação de veículos, com base em dados de aproximadamente 5.000 contratos firmados ao longo de 2025, evidencia um mercado amplamente pulverizado pelo território nacional, com variações relevantes de valor conforme a cidade, a região e o perfil da demanda.

Os registros abrangem todas as regiões do país, com maior concentração no Sudeste e no Nordeste, especialmente em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas, Recife, Salvador e Goiânia. Também se observa participação expressiva de municípios de médio porte e cidades do interior, o que confirma que a locação de veículos deixou de ser um serviço restrito às grandes capitais.

Valores de locação: do básico ao alto padrão

Análise da distribuição do aluguel em 2025

Os valores praticados revelam uma ampla faixa de preços, que vai de contratos mais acessíveis — entre R$ 200 e R$ 350, comuns em cidades do interior e regiões metropolitanas periféricas — até locações que superam R$ 2.000, chegando, em casos pontuais, a valores próximos ou superiores a R$ 3.000.

De forma geral, o mercado pode ser segmentado em três grandes faixas:

  • Locações de baixo valor (até R$ 400): predominam em cidades menores ou regiões com menor custo de vida, especialmente no Nordeste, no Norte e no interior de alguns estados do Sudeste.

  • Faixa intermediária (entre R$ 500 e R$ 900): concentra a maior parte dos contratos, sendo comum tanto em capitais quanto em cidades médias.

  • Locações de alto valor (acima de R$ 1.000): mais frequentes em grandes centros urbanos, regiões metropolitanas consolidadas e localidades com maior demanda corporativa ou turística.

Essa distribuição reforça a existência de mercados locais bastante distintos, nos quais o valor da locação reflete fatores como custo operacional, perfil do cliente, demanda regional e finalidade do uso do veículo.

Médias por capital e região

Com base na amostragem analisada, foi possível consolidar o valor médio transacionado nas principais praças:

Análise dos valores de aluguel em 2025



Capitais

  • São Paulo (SP): R$ 780 — predominância de IGP-M e IPCA

  • Salvador (BA): R$ 440 — predominância de IGP-M

  • Curitiba (PR): R$ 620 — predominância de IGP-M

  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 610 — índice variável

  • Brasília (DF): R$ 795 — predominância de IGP-M


Regiões

  • Centro-Oeste: R$ 730 — influenciada por contratos de maior valor em Brasília e Goiânia

  • Sudeste: R$ 720 — maior volume da amostra, com forte uso do IGP-M

  • Sul: R$ 685 — equilíbrio entre capitais e polos industriais de SC e RS

  • Norte: R$ 510 — mercado em expansão, com destaque para Manaus e Belém

  • Nordeste: R$ 425 — foco em locações de entrada e alta capilaridade urbana

Os dados indicam que Sudeste e Centro-Oeste disputam o topo do ranking de preços, impulsionados principalmente por São Paulo e Brasília. Em contrapartida, o Nordeste se consolida como o mercado mais competitivo, ideal para operações de alto volume e menor ticket médio.

Perfil geográfico e comportamento do mercado

Como esperado, o eixo Rio–São Paulo concentra os contratos de maior valor nominal. Em São Paulo, as médias variam entre R$ 650 e R$ 850, com picos recorrentes acima de R$ 2.000, sinalizando forte demanda por frotas executivas e veículos utilitários de maior porte.

O Rio de Janeiro, por sua vez, apresenta um perfil mais pulverizado, com grande volume de contratos em Niterói, São Gonçalo e na capital, e valores que oscilam de R$ 350 a R$ 1.500.

Brasília exerce papel determinante na elevação da média do Centro-Oeste, refletindo uma demanda consistente por veículos de representação e contratos corporativos.

O volume expressivo de registros em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Santa Catarina confirma que a locação de veículos acompanha a densidade urbana e a atividade econômica. Ainda assim, a presença relevante de cidades do interior demonstra que o serviço se consolidou como uma solução recorrente também fora dos grandes centros, atendendo profissionais autônomos, pequenas empresas e demandas pontuais.

Enquanto o Sudeste tende a priorizar contratos indexados e de maior prazo, o Nordeste se firma como o principal polo de locações de curto prazo e varejo, com destaque para Recife e Salvador.

Índices de reajuste: preferência por indicadores inflacionários clássicos

Análise da índices utilizados em 2025

Quando previsto reajuste anual, o comportamento contratual é bastante consistente. O IGP-M aparece como o índice mais recorrente, presente em mais de 60% dos contratos que preveem reajuste, especialmente nos eixos industriais do Sul e Sudeste.

Na sequência, surgem o IPCA e, em menor escala, o INPC e outros indicadores específicos.

A leitura dos dados permite identificar três tendências claras:

  • IGP-M: permanece como referência principal do setor, sobretudo em contratos de longo prazo em Minas Gerais e na Região Sul.

  • IPCA: começa a ganhar espaço em praças específicas, como Londrina e Curitiba, sendo percebido como alternativa mais previsível para o locatário.

  • Contratos sem reajuste: uma parcela relevante dos contratos, especialmente em cidades menores, não especifica índice, o que sugere locações de curto prazo ou renovações sazonais.

Conclusão

A análise da amostra revela mais do que números: evidencia um comportamento de mercado dividido entre eficiência de custos e segurança contratual.

Trata-se de um setor dinâmico, descentralizado e altamente adaptável às realidades regionais, no qual os contratos são moldados conforme a capacidade econômica local e o perfil do locatário. A permanência do IGP-M e do IPCA como principais referências de reajuste reforça a busca por previsibilidade, mesmo em contratos de menor valor.

A disparidade regional confirma a segmentação do mercado: Sul e Sudeste avançam em modelos de assinatura e contratos mais longos, enquanto Norte e Nordeste preservam a força das locações de curto prazo.

Outro ponto relevante é a resiliência dos índices inflacionários. A predominância do IGP-M, mesmo diante do avanço do IPCA, demonstra que o setor ainda prioriza a recomposição de custos operacionais e a preservação do valor do ativo frente ao mercado de seminovos.

Por fim, a capilaridade observada em cidades do interior de Santa Catarina e São Paulo indica que a chamada fronteira da locação se expandiu. O aluguel de veículos deixou de ser uma conveniência restrita a aeroportos ou grandes centros financeiros e passou a desempenhar papel estratégico na logística e no dinamismo econômico das cidades médias brasileiras. Para o restante de 2026, a tendência é que tecnologia de gestão de frotas e flexibilidade contratual sejam os principais diferenciais competitivos do setor.


Author: Gustavo Falcão

Gustavo Falcão

Gustavo Falcão, fundador da 99contratos, oferece soluções acessíveis e descomplicadas para o conhecimento jurídico.

Através de modelos de contratos personalizáveis, sua missão é garantir praticidade e segurança jurídica.

Sempre buscando aprimorar seus serviços e expandir suas áreas de atuação, Gustavo acredita na tecnologia como aliada para simplificar processos burocráticos e democratizar o acesso ao conhecimento jurídico.


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